You are currently viewing As 6 causas de acidentes de trabalho mais comuns e como evitá-las

As 6 causas de acidentes de trabalho mais comuns e como evitá-las

Acidentes de trabalho podem ocorrer em empresas dos mais diversos ramos. Esses acidentes geram momentos delicados na relação empregador-empregado, e devido aos transtornos que podem causar, são combatidos intensamente por meio de ações preventivas.

Apesar de serem episódios esporádicos, alguns dos motivos que levam aos acidentes são ações comuns, passíveis de correção. Se você quer conhecer as causas mais frequentes dos acidentes de trabalho e saber como evitá-las, continue a leitura deste post.

1. Negligência relacionada aos EPIs

Correto uso de equipamento de proteção é fundamental

Os equipamentos de proteção individual são ferramentas criadas para ampliar a segurança dos colaboradores durante a execução de tarefas perigosas. Uma das causas mais comuns dos acidentes de trabalho é a negligência em relação a eles.

Esse comportamento não é oriundo apenas dos trabalhadores. Muitas empresas não dão a devida atenção ao tema e não fornecem todo o aparato necessário de proteção ao trabalhador. É fundamental que a empresa se resguarde de problemas jurídicos oferecendo os EPIs necessários aos funcionários.

2. Falta de uma CIPA

A sigla CIPA significa Comissão Interna de Prevenção de Acidentes. Ela foi desenvolvida para englobar os colaboradores na identificação dos problemas relacionados à segurança interna e também para que essa participação se reflita em um maior comprometimento de todos em relação aos acidentes de trabalho.

Sendo assim, a falta de uma CIPA pode fazer com que a incidência de acidentes seja maior.

3. Cansaço e estresse

Colaboradores que trabalham durante longos períodos ou que não fazem pausas para descanso tendem a acumular fadiga, que por sua vez reduz a atenção e os reflexos do corpo.

Para evitar acidentes, certifique-se que os funcionários estão cumprindo seus turnos sem excedentes. Os níveis de estresse também influenciam na ocorrência de acidentes, por isso, não descuide do ambiente interno e preocupe-se com a saúde e o bem-estar dos funcionários.

4. Falta de conhecimento técnico

Operadores de máquinas e de ferramentas perigosas precisam ser qualificados para esse tipo de trabalho. Quando funcionários destreinados utilizam esses artefatos, o risco de acidente aumenta exponencialmente.

Sendo assim, evite esse tipo de prática na sua empresa ou no seu setor. Se a sua empresa necessita de um operador capacitado, forneça treinamento adequado a um funcionário da sua confiança ou abra um processo seletivo.

Treinar para capacitar

5. Falta de um mapa de riscos

O mapa de riscos não é apenas uma representação gráfica do ambiente de trabalho, ele é um guia para apresentar aos funcionários os locais de maior periculosidade, bem como o tipo de perigo está presente ali.

Muitas vezes os mapas podem não receber a devida atenção, mas é importante que eles estejam disponíveis e que a empresa incentive seus funcionários a consultá-lo.

6. Manutenção de equipamentos

Sem a devida manutenção, até mesmo máquinas e ferramentas inofensivas podem se tornar perigosas. É imprescindível que manutenções periódicas sejam feitas nos equipamentos para que eles sempre funcionem corretamente, reduzindo a exposição aos riscos de operação delas.

Essas são algumas das causas mais comuns de acidentes de trabalho. Lembre-se que a prevenção é sempre a atitude mais sensata e fácil de aplicar.

Se você quer ficar atualizado sobre as melhores práticas de segurança para a sua empresa e conhecer também outros fatos interessantes sobre o ambiente empresarial, siga-nos no LinkedIn e no Facebook!


Dr. José Cláudio Rangel Tavares é Médico do Trabalho, Perito Assistente da Justiça do Trabalho e Responsável Técnico nas empresas OKUP | Fortrab


 

José Cláudio Rangel Tavares

Médico graduado em 1992, fez residencia em Clínica Médica até 1994. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina de Trafego e atua como perito em causas trabalhistas. Fundou em 2008 uma Consultoria em Saúde Ocupacional onde trabalha como Médico do Trabalho Coordenador em empresas de vários segmentos (indústria, mineração, sondagem, eletrificação e terceirização de serviços). Trabalha na gestão e Serviços em Saúde e Segurança do Trabalho usando Tecnologia para atender as demandas do setor.

Este post tem 2 comentários

  1. Rafael Leão Jardim

    Olá Dr, bom dia, tudo bem?
    Meu nome é Rafael e estou fazendo um levantamento sobre acidentes de trabalho e as principais razões me parecem bastante claras e plausíveis. No entanto, me surgiu uma desconfiança que gostaria de saber de alguém especializado no assunto se ela se aplica. Minha desconfiança se traduz na “naturalização”. O Sr diria que muito da negligência ou incorporação do risco no dia-a-dia se daria também por conta de uma espécie de crença de que pequenos acidentes “fazem parte” da atividade? Por exemplo: um pedreiro fura uma parede sem checar se tem um conduite elétrico ou um cano de gás/água porque “se tiver, esse tipo de coisa faz parte do dia-a-dia do pedreiro”? Não sei se fui claro mas, esta informação seria importante para mim. Espero poder contar com sua resposta. Desde já agradeço por sua atenção.

    1. José Cláudio Rangel Tavares

      Boa tarde, eu na minha pratica vejo a mesma coisa. As pequenas e médias empresas, principalmente, tendem a neglicenciar pequenos acidentes e notificar somente acidentes onde há afastamento do trabalhador. Não chamo isso de neglicencia e sim do pouco conhecimento do tema e também da falta de interesse em implantar melhorias no posto de trabalho.

Deixe um comentário