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Os médicos ainda superam aplicativos na precisão diagnóstica

O paciente deve saber onde buscar informações e que os médicos ainda superam aplicativos na precisão diagnóstica.

Os médicos se sentem incomodados com aplicativos e sites que são usados para diagnóstico. Mas a realidade é que o “Doutor Google” está sempre presente dentro do consultório hoje em dia.

Um desenho da Disney – Operação Big Hero que ganhou Oscar de Melhor Filme de Animação em 2014 mostra um robô de diagnóstico interagindo com as pessoas.

Existem muitos programas e aplicativos de diagnóstico disponíveis.

Mas pesquisadores descobriram que os médicos fizeram um diagnóstico correto 72% contra 34% dos aplicativos.

A análise publicada no JAMA Internal Medicine pesquisadores da Harvard Medical School, numa comparação de médicos com aplicativos e sites de auto-diagnóstico demonstrou a melhor capacidade humana do acerto.

Dado os avanços na ciência da computação, os computadores podem ser capazes de fazer de forma independente diagnósticos clínicos precisos.

Foi então comparado a precisão diagnóstica dos médicos com algoritmos computacionais chamados verificadores de sintomas,

No estudo, 234 médicos foram solicitados a avaliar 45 casos clínicos. Casos envolvendo condições comuns e raras com diferentes graus de gravidade. Para cada cenário, os médicos tiveram que identificar o diagnóstico mais provável, juntamente com dois possíveis diagnósticos adicionais.

Médicos superaram os aplicativos e sites por uma margem de mais de 2 para 1.

Os médicos e os programas de computador foram capazes de incluir mais de uma doença em seu diagnóstico diferencial. Assim, os pesquisadores também compararam quantas vezes o diagnóstico correto estava entre as três principais respostas.

Os médicos fizeram o diagnóstico correto entre suas três principais possibilidades 84% ??do tempo, enquanto os aplicativos só o fizeram 51% do tempo, relataram os pesquisadores.

A diferença entre o desempenho médico e computador foi mais dramática em condições mais graves e menos comuns. Era menor para doenças menos agudas e mais comuns.

Se no acerto do primeiro diagnóstico os médicos “ganharam” de 72% contra 34%, considerando as três causas mais prováveis o acerto foi de 84% entre os médicos e 51% entre os diagnósticos computadorizados.

Apesar de superar as máquinas, os médicos ainda cometeram erros em cerca de 15% dos casos. Os pesquisadores dizem que desenvolver programas para serem usados ??em conjunto com a tomada de decisão humana pode reduzir ainda mais os erros diagnósticos.

O diagnóstico clínico é atualmente tanto arte quanto ciência, mas há uma grande promessa para a tecnologia para ajudar a aumentar diagnósticos clínicos.

Confiar no médico ainda é nosso conselho, mas o médico que está aliado a tecnologia tem mais chance de acerto.

Dr. José Cláudio Rangel Tavares é Médico do Trabalho, Perito Assistente da Justiça do Trabalho e Responsável Técnico nas empresas OKUP | Fortrab

 

José Cláudio Rangel Tavares

Médico graduado em 1992, fez residencia em Clínica Médica até 1994. Especialista em Medicina do Trabalho e Medicina de Trafego e atua como perito em causas trabalhistas. Fundou em 2008 uma Consultoria em Saúde Ocupacional onde trabalha como Médico do Trabalho Coordenador em empresas de vários segmentos (indústria, mineração, sondagem, eletrificação e terceirização de serviços). Trabalha na gestão e Serviços em Saúde e Segurança do Trabalho usando Tecnologia para atender as demandas do setor.

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